O início de uma história. Um teste para um passo maior. Uma forma de matar as saudades e contar o que está acontecendo.
terça-feira, maio 17, 2011
Ele escrevendo - O primeiro dia
É, quis chegar cedo. Espero assim motivar mamãe a acordar cedo também para brincar comigo.
Logo depois que sai do meu cantinho dos últimos nove meses, chorei um pouco. Estava frio e fiquei um pouco roxinho. Mas logo, a Dra. Adriana cuidou de mim. Quer dizer, hoje posso dizer que cuidou, mas naquela hora, parecia que ela não gostava de mim. Colocou um negócio gelado no meu peito (para escutar meu coração), enfiou um tubo no meu nariz (para limpar meu pulmão) e me enrolou num pano (para me deixar quentinho).
De repente, papai me pegou no colo e me levou para perto de mamãe. Foi tão bom! Que cheirinho gostoso. Mas mamãe estava com preguiça e não levantou daquela cama que ela estava deitada. Foi papai quem ficou comigo mais um pouco enquanto eu me aquecia na estufinha. De vez em quando, aquela máquina apitava um barulho chato, mas logo papai aprendeu onde apertar para parar com o barulho.
Logo, mamãe ficou pronta e saiu da posição de cruz. Trocaram-na de maca e me levaram para o colo dela. Que colo gostoso! E fui dar meu primeiro passeio com um meio de transporte de quatro rodas. Mas foi curtinho, até uma sala grande com outras macas. A sala ainda não estava cheia e fomos colocados num cantinho calmo. Mas durante o dia, a sala encheu e mudei de lugar algumas vezes.
Nesta sala, fiz minha primeira refeição. Não foi tão difícil achar o jeito correto de comer a comida preparada especialmente e exclusivamente para mim pela mamãe. Que gostoso! Mamei bastante e depois... Dormi!
Nossa, acho que muitos outros bebês resolveram nascer neste dia. A sala de recuperação estava cheia e demoraram a me dar banho. Também já imaginamos que iria demorar a conseguir um apartamento.
E foi no meu primeiro banho que mostrei toda força dos meus pulmões. Mamãe não estava lá e queria que ela ouvisse – por isso, chorei bem alto. Pingaram um líquido escuro nos meus olhos. Não gostei e mexi bastante meus braços. Depois, picaram um negócio que disseram ser vitamina K na minha coxa. Ei, por que estão fazendo isto comigo? Pensam que parou? Que nada. Molharam um pano e me limparam todinho. Esbravejei bastante e a enfermeira começou a mudar de opinião e me achar bem irriquieto. Só fiquei calmo quando me pegaram de bruços. Tomei uma ducha de água morna e então as coisas começaram a melhorar. Limparam meu umbigo e colocaram a primeira fralda – meu banheiro particular. Vesti minha primeira roupa – um lindo conjuntinho de lã amarela feito pela Vovó Tê. Como não sou muito grande ainda, a roupa ficou larga. Todo vestido, fui desfilar no colo de meu pai até perto de mamãe. Fiz sucesso! Papai também foi elogiado porque combinamos que eu iria ficar quietinho no colo dele.
Só não foi muito bom ter que esperar tanto para ir para o apartamento. Até que eu me comportei e dormi bastante no colo da mamãe, mas eu queria conhecer meus avós. Opa e Oma me viram rapidinho pela manhã, ainda antes do banho. Pela manhã, só Dinda Jozy passou na maternidade, mas só conseguiu ver fotos que papai não para de bater (por enquanto a média é de 100 fotos/dia). Foi somente neste momento que papai foi tomar um café da manhã. Eu deixei, afinal, ele estava acordado desde a madrugada e não estava ganhando comidinha na veia como a mamãe. Papai disse depois que no café, conseguiu finalmente avisar as pessoas que eu resolvi me adiantar e já tinha nascido.
As pessoas foram chegando, mas como não liberava quarto para mim, eu não conseguia receber as visitas.
No meio da tarde, papai resolveu sair do centro de recuperação para tentar descansar mais confortavelmente do que na cadeira de plástico branco que ele estava. E na saída, ele encontrou a Dinda Jozy, que pode então entrar como acompanhante da mamãe. E assim, com a troca de acompanhantes, fui conhecendo as pessoas. Depois da dinda, foi a vez da Oma. Depois da Oma, foi a vez da Vovó Tê – que tinha chegado no meio da tarde de Floripa.
Papai voltou só quando já era noite. Ele aproveitou a saída e ligou para alguns amigos e também resolveu o problema da liberação do apartamento. Como mamãe entrou pela emergência, não tinham feito a internação direito e não tinham reservado apartamento individual para nós. Mas ele resolveu direitinho. Teve que ir até a Internação e também até a recepção da Maternidade. Trocaram outra paciente de quarto, para liberar um apartamento para nós. Papai disse que apartamento é melhor porque ficamos somente a nossa família, sem ter outro paciente no quarto – mas por isso demorou mais. No apartamento, papai teve direito a uma maca para ele dormir. Será que ele também precisa de cuidados só porque eu nasci?
Quando papai voltou, ele também me levou na janelinha do centro de recuperação para que Vovô Lima, Angelina e Dindo Hugo pudessem me ver. Foi papai mesmo quem me levou na janelinha. Mais fotos. Devo ser famoso!
Papai também pediu que eu fosse trocado. Afinal, desde o banho eu ainda estava com o mesmo banheiro individual, quer dizer fralda. Uma enfermeira então me levou e papai foi junto. Papai conseguiu também pedir para o pediatra de plantão olhar meu olhinho direito – que estava um pouco inchado e vermelho porque ainda estava com uma secreção do parto.
Nesta primeira troca de fralda, só tinha xixi. Quase sujo a roupa toda com mais um pouquinho de xixi que fiz quando tiraram a fralda suja. Mas foi só um susto. Ainda bem, porque eu trouxe apenas uma muda de roupa para nascer. As outras ficaram na malinha que ainda estava no carro.
Trocado novamente, fiquei quietinho no colo do papai, deixando mamãe descansar um pouco mais. Mas ela estava muito bem e já tinha até comido um lanchinho enquanto a Dinda Jozy estava comigo.
E finalmente, a enfermeira veio nos buscar para ir para o apartamento. Já passavam das 20hs e eu já estava com 14hs de vida. Papai ajudou a empurrar a maca neste meu segundo passeio. Foi a primeira vez que subi na vida – do 3º. para o 5º. andar.
Dinda Jozy e Dindo Hugo esperavam no quarto. Papai e Dindo Hugo ainda foram ao carro pegar as malas. E assim, cheguei ao lugar onde eu ia passar a minha primeira noite de vida.
Logo depois que sai do meu cantinho dos últimos nove meses, chorei um pouco. Estava frio e fiquei um pouco roxinho. Mas logo, a Dra. Adriana cuidou de mim. Quer dizer, hoje posso dizer que cuidou, mas naquela hora, parecia que ela não gostava de mim. Colocou um negócio gelado no meu peito (para escutar meu coração), enfiou um tubo no meu nariz (para limpar meu pulmão) e me enrolou num pano (para me deixar quentinho).
De repente, papai me pegou no colo e me levou para perto de mamãe. Foi tão bom! Que cheirinho gostoso. Mas mamãe estava com preguiça e não levantou daquela cama que ela estava deitada. Foi papai quem ficou comigo mais um pouco enquanto eu me aquecia na estufinha. De vez em quando, aquela máquina apitava um barulho chato, mas logo papai aprendeu onde apertar para parar com o barulho.
Logo, mamãe ficou pronta e saiu da posição de cruz. Trocaram-na de maca e me levaram para o colo dela. Que colo gostoso! E fui dar meu primeiro passeio com um meio de transporte de quatro rodas. Mas foi curtinho, até uma sala grande com outras macas. A sala ainda não estava cheia e fomos colocados num cantinho calmo. Mas durante o dia, a sala encheu e mudei de lugar algumas vezes.
Nesta sala, fiz minha primeira refeição. Não foi tão difícil achar o jeito correto de comer a comida preparada especialmente e exclusivamente para mim pela mamãe. Que gostoso! Mamei bastante e depois... Dormi!
Nossa, acho que muitos outros bebês resolveram nascer neste dia. A sala de recuperação estava cheia e demoraram a me dar banho. Também já imaginamos que iria demorar a conseguir um apartamento.
E foi no meu primeiro banho que mostrei toda força dos meus pulmões. Mamãe não estava lá e queria que ela ouvisse – por isso, chorei bem alto. Pingaram um líquido escuro nos meus olhos. Não gostei e mexi bastante meus braços. Depois, picaram um negócio que disseram ser vitamina K na minha coxa. Ei, por que estão fazendo isto comigo? Pensam que parou? Que nada. Molharam um pano e me limparam todinho. Esbravejei bastante e a enfermeira começou a mudar de opinião e me achar bem irriquieto. Só fiquei calmo quando me pegaram de bruços. Tomei uma ducha de água morna e então as coisas começaram a melhorar. Limparam meu umbigo e colocaram a primeira fralda – meu banheiro particular. Vesti minha primeira roupa – um lindo conjuntinho de lã amarela feito pela Vovó Tê. Como não sou muito grande ainda, a roupa ficou larga. Todo vestido, fui desfilar no colo de meu pai até perto de mamãe. Fiz sucesso! Papai também foi elogiado porque combinamos que eu iria ficar quietinho no colo dele.
Só não foi muito bom ter que esperar tanto para ir para o apartamento. Até que eu me comportei e dormi bastante no colo da mamãe, mas eu queria conhecer meus avós. Opa e Oma me viram rapidinho pela manhã, ainda antes do banho. Pela manhã, só Dinda Jozy passou na maternidade, mas só conseguiu ver fotos que papai não para de bater (por enquanto a média é de 100 fotos/dia). Foi somente neste momento que papai foi tomar um café da manhã. Eu deixei, afinal, ele estava acordado desde a madrugada e não estava ganhando comidinha na veia como a mamãe. Papai disse depois que no café, conseguiu finalmente avisar as pessoas que eu resolvi me adiantar e já tinha nascido.
As pessoas foram chegando, mas como não liberava quarto para mim, eu não conseguia receber as visitas.
No meio da tarde, papai resolveu sair do centro de recuperação para tentar descansar mais confortavelmente do que na cadeira de plástico branco que ele estava. E na saída, ele encontrou a Dinda Jozy, que pode então entrar como acompanhante da mamãe. E assim, com a troca de acompanhantes, fui conhecendo as pessoas. Depois da dinda, foi a vez da Oma. Depois da Oma, foi a vez da Vovó Tê – que tinha chegado no meio da tarde de Floripa.
Papai voltou só quando já era noite. Ele aproveitou a saída e ligou para alguns amigos e também resolveu o problema da liberação do apartamento. Como mamãe entrou pela emergência, não tinham feito a internação direito e não tinham reservado apartamento individual para nós. Mas ele resolveu direitinho. Teve que ir até a Internação e também até a recepção da Maternidade. Trocaram outra paciente de quarto, para liberar um apartamento para nós. Papai disse que apartamento é melhor porque ficamos somente a nossa família, sem ter outro paciente no quarto – mas por isso demorou mais. No apartamento, papai teve direito a uma maca para ele dormir. Será que ele também precisa de cuidados só porque eu nasci?
Quando papai voltou, ele também me levou na janelinha do centro de recuperação para que Vovô Lima, Angelina e Dindo Hugo pudessem me ver. Foi papai mesmo quem me levou na janelinha. Mais fotos. Devo ser famoso!
Papai também pediu que eu fosse trocado. Afinal, desde o banho eu ainda estava com o mesmo banheiro individual, quer dizer fralda. Uma enfermeira então me levou e papai foi junto. Papai conseguiu também pedir para o pediatra de plantão olhar meu olhinho direito – que estava um pouco inchado e vermelho porque ainda estava com uma secreção do parto.
Nesta primeira troca de fralda, só tinha xixi. Quase sujo a roupa toda com mais um pouquinho de xixi que fiz quando tiraram a fralda suja. Mas foi só um susto. Ainda bem, porque eu trouxe apenas uma muda de roupa para nascer. As outras ficaram na malinha que ainda estava no carro.
Trocado novamente, fiquei quietinho no colo do papai, deixando mamãe descansar um pouco mais. Mas ela estava muito bem e já tinha até comido um lanchinho enquanto a Dinda Jozy estava comigo.
E finalmente, a enfermeira veio nos buscar para ir para o apartamento. Já passavam das 20hs e eu já estava com 14hs de vida. Papai ajudou a empurrar a maca neste meu segundo passeio. Foi a primeira vez que subi na vida – do 3º. para o 5º. andar.
Dinda Jozy e Dindo Hugo esperavam no quarto. Papai e Dindo Hugo ainda foram ao carro pegar as malas. E assim, cheguei ao lugar onde eu ia passar a minha primeira noite de vida.
segunda-feira, maio 16, 2011
Ele escrevendo... A ida para maternidade e minha chegada
Como sei que Lucas algum dia vai perguntar de onde veio, estou deixando tudo registrado... Assim, vou ter a resposta pronta.
"Eram 1:15hs da manhã, quando papai acordou com a mamãe de roupão, falando que achava que tinha estourado a bolsa. Mas mamãe não tinha certeza e não tinha dores.
Mamãe teve vontade de ir ao banheiro, levantou, mas não deu tempo de chegar lá. Será que era a bolsa? Será que era xixi? Mamãe tomou um banho e voltou para a cama. Mas logo levantou de novo para ir ao banheiro. E assim, ficamos com aquela dúvida: era xixi ou tinha estourado a bolsa?
Recorremos à internet, mas tem tanta informação lá, que a dúvida continuou.
Resolvemos então arrumar as malas. Afinal, não seria trabalho perdido se fosse alarme falso. Primeiro a mala da mamãe. Depois a minha malinha. Pinhão, Café e Jujuba começaram a desconfiar de algo...
Mamãe começou a ter também cólicas, mas achava que era vontade de ir ao banheiro. Tomou outro banho porque a água quente aliava as cólicas. Deviam ser as primeiras contrações, mas mamãe não sabia.
Malas quase prontas, as cólicas aumentaram. Mamãe tentou ligar para a médica, mas ela não atendeu. Eram quase 3 horas da manhã.
Na dúvida, resolvemos ir para maternidade. Malas no carro e mamãe começou a apressar papai porque as dores estavam aumentando. Eram quase 4 horas quando saímos de casa.
Avisamos Opa e Oma, mas não conseguimos avisar Vovô Lima e Vovó Tê, nem Tia Fê.
No caminho para maternidade, mamãe estava sentindo contrações fortes. E papai nem se lembrou de escolher um caminho que só pegasse asfalto. Pegou ruas de paralelepípedo (que palavra difícil!) e mamãe reclamou! Mas quem sabe, isto pode ter ajudado.
Entramos pela emergência, às 3:50hs. Estava vazia e mamãe foi atendida rapidamente. Ela não achou que foi tão rápido assim. Estava com dores. Muitas dores.
Ninguém conseguiu falar com a médica, nem no hospital. O médico de plantão avaliou a mamãe e a encaminhou para Parto Normal. Mamãe estava com tantas dores que nem ouviu. Nesta hora, mamãe estava com 2cm de dilatação e a bolsa não tinha estourado.
Enquanto papai fazia a internação da mamãe, Opa e Oma chegaram na maternidade. Papéis feitos, papai voltou para perto da mamãe.
Ela estava na sala de pré-parto. Já tinha tomado banho quente, mas nada aliviava as dores. Não podia tomar nenhum anestésico porque ela queria esperar a médica dele – que entrava de plantão às 7hs – para fazer a cesárea. Ela reclamava que eram exatamente estas dores que ela não queria sentir.
Finalmente, às 5hs, conseguiram falar com a Dra. Amanda. Ela já estava a caminho.
Levaram mamãe para a sala de parto. Papai ainda não pode ir. Papai aproveitou e continuou tentando avisar Vovô Lima, Vovó Tê e Tia Fê. Mas só conseguiu passar uma mensagem de texto para eles.
Dra. Amanda chegou às 5:20hs. Ainda faltava a anestesista. Papai só ouvia mamãe reclamar de dores, mesmo ele não estando ao lado da mamãe. Ainda bem que neste momento o Centro Obstetrício (mais uma palavra difícil) estava vazio.
A anestesista, Dra. Luciane, chegou às 5:25hs e foi preparar mamãe para meu nascimento. Nisso, as coisas ficaram mais calmas, apesar de mamãe ainda estar com dores e ter dificultado um pouco o trabalho da anestesista. Ela queria dar a injeção – que ainda bem que eu não vi o tamanho da agulha – enquanto mamãe estava tendo contrações.
Papai aguardava no corredor. Ele já estava agoniado e andava de um lado para outro. Estava com medo que fossem esquecer ele e não o chamassem para o nascimento.
Tudo pronto e chamaram papai. Quando ele chegou, mamãe estava deitada na maca, em posição de cruz para poder receber todos os soros que precisava. Dra. Amanda e a instrumentadora já estavam abrindo minha porta de saída. Um pano verde impedia que mamãe visse qualquer coisa. Papai estava atrás da mamãe, sentado num banquinho. Ele tinha medo de passar mal, desmaiar, mas ele estava tão tranqüilo que nem teve dúvidas de ir para os pés da maca quando as enfermeiras perguntaram se ele queria ver meu nascimento. Papai agüentou forte e bateu um monte de fotos.
Nossa, a doutora e a instrumentadora tiveram que fazer força para que eu pudesse nascer. Pensei que numa cesareana, não fizessem tanta força.
Então, eu nasci. Eram 5:57hs do dia 13 de Maio de 2011 – uma sexta-feira (sexta-feira 13 e nada de superstições). A pediatra me avaliou e deu notas 8 e 9. Nasci com 2,955kg e 48cms. Chorei logo. Nasci bem cabeludo, com mais cabelos do que meu papai tem hoje. As unhas estavam compridas, porque ninguém quis cortar enquanto eu estava na barriga da mamãe.
Apesar de ser uma sexta-feira treze, outros acontecimentos mais importantes também são comemorados no dia 13 de Maio: aniversário da ponte Hercílio Luz, dia de Nossa Senhora de Fátima e comemoração da assinatura da Lei Aúrea, abolindo a escravatura.
Papai ficou ao meu lado, no bercinho aquecido, enquanto fechavam a porta que tinham aberto na barriga da mamãe. Mamãe acha que foi um portão!
Agora, posso ajudar papai a escrever neste blog."
"Eram 1:15hs da manhã, quando papai acordou com a mamãe de roupão, falando que achava que tinha estourado a bolsa. Mas mamãe não tinha certeza e não tinha dores.
Mamãe teve vontade de ir ao banheiro, levantou, mas não deu tempo de chegar lá. Será que era a bolsa? Será que era xixi? Mamãe tomou um banho e voltou para a cama. Mas logo levantou de novo para ir ao banheiro. E assim, ficamos com aquela dúvida: era xixi ou tinha estourado a bolsa?
Recorremos à internet, mas tem tanta informação lá, que a dúvida continuou.
Resolvemos então arrumar as malas. Afinal, não seria trabalho perdido se fosse alarme falso. Primeiro a mala da mamãe. Depois a minha malinha. Pinhão, Café e Jujuba começaram a desconfiar de algo...
Mamãe começou a ter também cólicas, mas achava que era vontade de ir ao banheiro. Tomou outro banho porque a água quente aliava as cólicas. Deviam ser as primeiras contrações, mas mamãe não sabia.
Malas quase prontas, as cólicas aumentaram. Mamãe tentou ligar para a médica, mas ela não atendeu. Eram quase 3 horas da manhã.
Na dúvida, resolvemos ir para maternidade. Malas no carro e mamãe começou a apressar papai porque as dores estavam aumentando. Eram quase 4 horas quando saímos de casa.
Avisamos Opa e Oma, mas não conseguimos avisar Vovô Lima e Vovó Tê, nem Tia Fê.
No caminho para maternidade, mamãe estava sentindo contrações fortes. E papai nem se lembrou de escolher um caminho que só pegasse asfalto. Pegou ruas de paralelepípedo (que palavra difícil!) e mamãe reclamou! Mas quem sabe, isto pode ter ajudado.
Entramos pela emergência, às 3:50hs. Estava vazia e mamãe foi atendida rapidamente. Ela não achou que foi tão rápido assim. Estava com dores. Muitas dores.
Ninguém conseguiu falar com a médica, nem no hospital. O médico de plantão avaliou a mamãe e a encaminhou para Parto Normal. Mamãe estava com tantas dores que nem ouviu. Nesta hora, mamãe estava com 2cm de dilatação e a bolsa não tinha estourado.
Enquanto papai fazia a internação da mamãe, Opa e Oma chegaram na maternidade. Papéis feitos, papai voltou para perto da mamãe.
Ela estava na sala de pré-parto. Já tinha tomado banho quente, mas nada aliviava as dores. Não podia tomar nenhum anestésico porque ela queria esperar a médica dele – que entrava de plantão às 7hs – para fazer a cesárea. Ela reclamava que eram exatamente estas dores que ela não queria sentir.
Finalmente, às 5hs, conseguiram falar com a Dra. Amanda. Ela já estava a caminho.
Levaram mamãe para a sala de parto. Papai ainda não pode ir. Papai aproveitou e continuou tentando avisar Vovô Lima, Vovó Tê e Tia Fê. Mas só conseguiu passar uma mensagem de texto para eles.
Dra. Amanda chegou às 5:20hs. Ainda faltava a anestesista. Papai só ouvia mamãe reclamar de dores, mesmo ele não estando ao lado da mamãe. Ainda bem que neste momento o Centro Obstetrício (mais uma palavra difícil) estava vazio.
A anestesista, Dra. Luciane, chegou às 5:25hs e foi preparar mamãe para meu nascimento. Nisso, as coisas ficaram mais calmas, apesar de mamãe ainda estar com dores e ter dificultado um pouco o trabalho da anestesista. Ela queria dar a injeção – que ainda bem que eu não vi o tamanho da agulha – enquanto mamãe estava tendo contrações.
Papai aguardava no corredor. Ele já estava agoniado e andava de um lado para outro. Estava com medo que fossem esquecer ele e não o chamassem para o nascimento.
Tudo pronto e chamaram papai. Quando ele chegou, mamãe estava deitada na maca, em posição de cruz para poder receber todos os soros que precisava. Dra. Amanda e a instrumentadora já estavam abrindo minha porta de saída. Um pano verde impedia que mamãe visse qualquer coisa. Papai estava atrás da mamãe, sentado num banquinho. Ele tinha medo de passar mal, desmaiar, mas ele estava tão tranqüilo que nem teve dúvidas de ir para os pés da maca quando as enfermeiras perguntaram se ele queria ver meu nascimento. Papai agüentou forte e bateu um monte de fotos.
Nossa, a doutora e a instrumentadora tiveram que fazer força para que eu pudesse nascer. Pensei que numa cesareana, não fizessem tanta força.
Então, eu nasci. Eram 5:57hs do dia 13 de Maio de 2011 – uma sexta-feira (sexta-feira 13 e nada de superstições). A pediatra me avaliou e deu notas 8 e 9. Nasci com 2,955kg e 48cms. Chorei logo. Nasci bem cabeludo, com mais cabelos do que meu papai tem hoje. As unhas estavam compridas, porque ninguém quis cortar enquanto eu estava na barriga da mamãe.
Apesar de ser uma sexta-feira treze, outros acontecimentos mais importantes também são comemorados no dia 13 de Maio: aniversário da ponte Hercílio Luz, dia de Nossa Senhora de Fátima e comemoração da assinatura da Lei Aúrea, abolindo a escravatura.
Papai ficou ao meu lado, no bercinho aquecido, enquanto fechavam a porta que tinham aberto na barriga da mamãe. Mamãe acha que foi um portão!
Agora, posso ajudar papai a escrever neste blog."
terça-feira, maio 10, 2011
Nós conseguindo...
Mas depois de 1 ano tentando, o que será que fizemos que fez com que conseguíssemos atingir nosso objetivo e engravidar?
Algumas hipóteses:
- Solange buscou ajuda em essências florais, motivada pela dica de nossa amiga Liliana. Comprou 2 livros sobre isto e comprou alguns florais, entre eles o She Oak. Confesso que não acredito muito nisto, mas o que dizer depois que pode efetivamente ter ajudado? Ela realmente tomou os florais...
- Pelo meu lado, eu tomei vitaminas com zinco, conforme receitado pelo médico. Segundo ele, o zinco poderia ajudar a tratar a minha Astenoteratozoospermia (!!!!). Que palavrão é este? Trata-se do diagnóstico do meu exame – aquele chato que comentei no post passado relacionado a forma e velocidade dos ditacujos...
- O médico nos desacreditou pelo fato dos cistos nos ovários da Solange. Disse que somente após retirada dos cistos que poderíamos voltar a tentar.
Sinceramente, esta 3ª hipótese realmente nos desacreditou e fez com que diminuíssemos a expectativa naquele momento. Ou seja, relaxamos... E foi então que... GOOOOLLLLL!!!!!
Nunca iremos saber qual foi o fator predominante, mas ficam as dicas acima. O fato é que hoje faltam apenas 7 dias para o dia D!
Algumas hipóteses:
- Solange buscou ajuda em essências florais, motivada pela dica de nossa amiga Liliana. Comprou 2 livros sobre isto e comprou alguns florais, entre eles o She Oak. Confesso que não acredito muito nisto, mas o que dizer depois que pode efetivamente ter ajudado? Ela realmente tomou os florais...
- Pelo meu lado, eu tomei vitaminas com zinco, conforme receitado pelo médico. Segundo ele, o zinco poderia ajudar a tratar a minha Astenoteratozoospermia (!!!!). Que palavrão é este? Trata-se do diagnóstico do meu exame – aquele chato que comentei no post passado relacionado a forma e velocidade dos ditacujos...
- O médico nos desacreditou pelo fato dos cistos nos ovários da Solange. Disse que somente após retirada dos cistos que poderíamos voltar a tentar.
Sinceramente, esta 3ª hipótese realmente nos desacreditou e fez com que diminuíssemos a expectativa naquele momento. Ou seja, relaxamos... E foi então que... GOOOOLLLLL!!!!!
Nunca iremos saber qual foi o fator predominante, mas ficam as dicas acima. O fato é que hoje faltam apenas 7 dias para o dia D!
segunda-feira, maio 09, 2011
Nós tentando...
Está quase chegando o dia que vai mudar nossas vidas!
Foi-se o tempo em que contávamos os meses que faltavam para o nascimento do Lucas. Foi-se a época que contávamos as semanas que faltavam. Agora, são poucos dias. E quem sabe menos ainda do que pensamos. Por enquanto, tudo correndo bem para a chegada dele no dia marcado (e correndo mesmo, sem trocadilhos).
E pensar que houve tempo em que eu nem imaginava que um dia eu seria pai. Eu brincava dizendo que eu só queria filhos se já viessem prontos e inscritos na faculdade. Mas é claro que estou curtindo. E muito.
Chegar até aqui não foi fácil. Quando adolescentes, a gravidez é algo normalmente evitado, com todo esforço. Agora, que os anos já se passaram e ultrapassamos a barreira dos 30, a gravidez é algo a ser conquistado com todo esforço. Até entendo que o corpo humano está mais preparado para gerar descendentes mais cedo, mas a rotina atual nem sempre permite. Casamos mais tarde, queremos conquistar mais coisas antes do primeiro filho. E a paternidade vai ficando cada vez mais tarde. Talvez seja algo que a evolução das espécies corrija em breve.
A decisão de tentar o primeiro filho foi tomada em conjunto. Algo que a Solange queria muito. O meu pensamento foi mais metódico – se não for agora, pode ser tarde demais. É, eu já estava com 34 anos e a Solange com 33 anos. Não foi só estalar os dedos e começar a preparar o enxoval.
Assim que a decisão foi tomada, a Solange procurou o médico para saber se estava tudo certo. Alguns exames, mas nada conclusivo. Será que ela ovulava? Ela sempre teve o ciclo menstrual regular e isto era um bom sinal. Mas os meses passavam e nada de atrasar este ciclo. E o médico dizia – demorar até 1 ano é normal, afinal foram muitos anos de pílula anticoncepcional.
Como bom marido, fui procurar também o médico. Lá fui eu fazer um exame um tanto quanto desconfortável, digno de filmes de comédia. E o resultado também não foi nada conclusivo. Meus espermatozóides não tinham forma perfeita e nem eram muito rápidos. Mas tinham um bom volume. Ou seja, tinha que continuar tentando.
Até que os exames confirmaram que a Solange estava com cistos em um dos ovários, o que podia explicar a não ovulação. Mas e o outro ovário? Sem respostas. O médico dizia que era melhor retirar estes cistos para então voltar a tentar. Bem, pegamos os papéis para a cirurgia, marcamos até data, mas tivemos que adiar porque a Solange estava mudando de emprego e não poderia ficar afastada naquela época.
E não é que tivemos uma boa surpresa. A danada da visita mensal atrasou.
Um belo dia, eu estava voltando de viagem e a Solange me aguardava com aqueles testes de farmácia... E o bastonete indicava dois risquinhos – resultado positivo para quem não sabe – confirmado depois no exame de sangue. Era o começo de uma nova vida. Para nós e para um novo ser. A primeira etapa estava vencida. Um certo alívio, mas início de outras tantas preocupações.
Foi-se o tempo em que contávamos os meses que faltavam para o nascimento do Lucas. Foi-se a época que contávamos as semanas que faltavam. Agora, são poucos dias. E quem sabe menos ainda do que pensamos. Por enquanto, tudo correndo bem para a chegada dele no dia marcado (e correndo mesmo, sem trocadilhos).
E pensar que houve tempo em que eu nem imaginava que um dia eu seria pai. Eu brincava dizendo que eu só queria filhos se já viessem prontos e inscritos na faculdade. Mas é claro que estou curtindo. E muito.
Chegar até aqui não foi fácil. Quando adolescentes, a gravidez é algo normalmente evitado, com todo esforço. Agora, que os anos já se passaram e ultrapassamos a barreira dos 30, a gravidez é algo a ser conquistado com todo esforço. Até entendo que o corpo humano está mais preparado para gerar descendentes mais cedo, mas a rotina atual nem sempre permite. Casamos mais tarde, queremos conquistar mais coisas antes do primeiro filho. E a paternidade vai ficando cada vez mais tarde. Talvez seja algo que a evolução das espécies corrija em breve.
A decisão de tentar o primeiro filho foi tomada em conjunto. Algo que a Solange queria muito. O meu pensamento foi mais metódico – se não for agora, pode ser tarde demais. É, eu já estava com 34 anos e a Solange com 33 anos. Não foi só estalar os dedos e começar a preparar o enxoval.
Assim que a decisão foi tomada, a Solange procurou o médico para saber se estava tudo certo. Alguns exames, mas nada conclusivo. Será que ela ovulava? Ela sempre teve o ciclo menstrual regular e isto era um bom sinal. Mas os meses passavam e nada de atrasar este ciclo. E o médico dizia – demorar até 1 ano é normal, afinal foram muitos anos de pílula anticoncepcional.
Como bom marido, fui procurar também o médico. Lá fui eu fazer um exame um tanto quanto desconfortável, digno de filmes de comédia. E o resultado também não foi nada conclusivo. Meus espermatozóides não tinham forma perfeita e nem eram muito rápidos. Mas tinham um bom volume. Ou seja, tinha que continuar tentando.
Até que os exames confirmaram que a Solange estava com cistos em um dos ovários, o que podia explicar a não ovulação. Mas e o outro ovário? Sem respostas. O médico dizia que era melhor retirar estes cistos para então voltar a tentar. Bem, pegamos os papéis para a cirurgia, marcamos até data, mas tivemos que adiar porque a Solange estava mudando de emprego e não poderia ficar afastada naquela época.
E não é que tivemos uma boa surpresa. A danada da visita mensal atrasou.
Um belo dia, eu estava voltando de viagem e a Solange me aguardava com aqueles testes de farmácia... E o bastonete indicava dois risquinhos – resultado positivo para quem não sabe – confirmado depois no exame de sangue. Era o começo de uma nova vida. Para nós e para um novo ser. A primeira etapa estava vencida. Um certo alívio, mas início de outras tantas preocupações.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Eu aderindo...
Aderi ao Facebook. Assim como quando entrei no Twitter, ainda estou entendendo qual as vantagens e usos desta rede social.
É, Orkut, Blog, Twitter (@crlima16) e Facebook - e cada vez vamos tendo menos tempo para ler, fazer exercícios ou simplesmente olhar para as estrelas...
É, Orkut, Blog, Twitter (@crlima16) e Facebook - e cada vez vamos tendo menos tempo para ler, fazer exercícios ou simplesmente olhar para as estrelas...
terça-feira, janeiro 25, 2011
Chuva em SC
Novamente, a chuva faz estragos no meu estado querido. Mas este ano, foi um pouco diferente.
As enchentes fazem parte da história do estado. Em 1983 e 1984, fortes chuvas inundaram Blumenau e o Vale do Itajaí. Eu era criança ainda e não gostei da chuva porque o principal canal de TV na época deixou de passar os desenhos animados e ficou com um plantão durante toda programação. Aquelas enchentes não me afetaram, mas amigos que fiz durante a vida sofreram com ela. Blumenau se recuperou e foram criadas formas de controle das enchentes. A Oktoberfest também surgiu para recuperar a auto-estima e alegria da cidade.
Em 2008, novamente uma forte enchente. Desta vez, posso falar um pouco mais. Apesar de morar num local que não foi muito afetado, acompanhei os volumes de chuva. Naquele ano, já estava chovendo de forma constante a algumas semanas. Até que num final de semana de Novembro, choveu muito em 2 dias seguidas. Muitas cidades afetadas. Eu trafegava pelas estradas e via barreiras caídas com frequência. Ficou difícil se locomover pelo estado e até para o estado vizinho.
Agora, em 2011, foram pancadas fortes e duradouras de chuva. Dei sorte por não ter sido afetado. A casa nova se mostrou bem construída e num bom local. O terreno ficou encharcado, mas nada que afetasse ou estragasse algo. Dei sorte por ter saído de São Francisco do Sul antes dos acessos aquela cidade serem destruídos - duas pontes não aguentaram a força da água. Dei sorte por ser num final de semana, então só perdi um dia de trabalho pela dificuldade de acesso. Joinville também sofreu - as ruas estão sujas e ainda falta água em alguns locais, mesmo já tendo passado 4 dias das chuvas mais fortes.
Hoje, ao voltar ao trabalho, novamente vejo os estragos da chuva nas estradas. Novamente barreiras caídas em vários pontos. Água acumulada nos campos ao lado da estrada obrigam o gado a se refugiar nos lugares mais altos. Hoje não choveu, mas o forte calor faz temermos as próximas pancadas de chuva que, com certeza, chegarão.
Que cada um faça sua parte para estarmos pronto para elas.
As enchentes fazem parte da história do estado. Em 1983 e 1984, fortes chuvas inundaram Blumenau e o Vale do Itajaí. Eu era criança ainda e não gostei da chuva porque o principal canal de TV na época deixou de passar os desenhos animados e ficou com um plantão durante toda programação. Aquelas enchentes não me afetaram, mas amigos que fiz durante a vida sofreram com ela. Blumenau se recuperou e foram criadas formas de controle das enchentes. A Oktoberfest também surgiu para recuperar a auto-estima e alegria da cidade.
Em 2008, novamente uma forte enchente. Desta vez, posso falar um pouco mais. Apesar de morar num local que não foi muito afetado, acompanhei os volumes de chuva. Naquele ano, já estava chovendo de forma constante a algumas semanas. Até que num final de semana de Novembro, choveu muito em 2 dias seguidas. Muitas cidades afetadas. Eu trafegava pelas estradas e via barreiras caídas com frequência. Ficou difícil se locomover pelo estado e até para o estado vizinho.
Agora, em 2011, foram pancadas fortes e duradouras de chuva. Dei sorte por não ter sido afetado. A casa nova se mostrou bem construída e num bom local. O terreno ficou encharcado, mas nada que afetasse ou estragasse algo. Dei sorte por ter saído de São Francisco do Sul antes dos acessos aquela cidade serem destruídos - duas pontes não aguentaram a força da água. Dei sorte por ser num final de semana, então só perdi um dia de trabalho pela dificuldade de acesso. Joinville também sofreu - as ruas estão sujas e ainda falta água em alguns locais, mesmo já tendo passado 4 dias das chuvas mais fortes.
Hoje, ao voltar ao trabalho, novamente vejo os estragos da chuva nas estradas. Novamente barreiras caídas em vários pontos. Água acumulada nos campos ao lado da estrada obrigam o gado a se refugiar nos lugares mais altos. Hoje não choveu, mas o forte calor faz temermos as próximas pancadas de chuva que, com certeza, chegarão.
Que cada um faça sua parte para estarmos pronto para elas.
domingo, janeiro 02, 2011
Nós virando...
Calma, não viramos terroristas. Nem vegetarianos (desculpe-me os vegetarianos). Viramos o ano!!! Deixamos para trás o excelente ano de 2010 e entramos com o pé direito (e o esquerdo também) em 2011.
É uma época de avaliar o ano que passou e preparar o ano que virá.
Lá no começo de 2010, listei 2 grandes projetos: construção da casa e montagem do quebra-cabeças. Digo que o quebra-cabeças, apesar das 5.000 peças deu bem menos trabalho. Mas conseguimos concluir os dois!!! Se bem que ainda falta colocar o quebra-cabeças num quadro...
Mudamos para a casa nova em 10.Dezembro. Ainda temos muitas coisas em caixas, mas o que importa é que a casa ficou linda. Foram 9 meses de obra, desde o dia em que os trabalhos começaram, em 08.Março.
A casa já está preparada para rebecer o grande projeto de 2011 - o primeiro filho! A previsão é de nascimento em Maio. Fizemos um ultrassom no dia 30 e tudo está certinho. Será um lindo garotão e se chamará Lucas.
Bem, com um projeto tão bonito e especial como ter um filho, outros projetos vão parecer pequenos. Mas eles existem. A maioria está relacionada a casa nova: jardim, lavabo, banheiro da suíte, corrimãos, garagem, churrasqueira. Tudo no seu devido tempo e com calma. Afinal, não foi desta vez que ganhei a Megasena da Virada.
E a virada? Foi muito boa, na casa nova, com os pais da Solange. O Natal também foi aqui, com um pouco mais de gente - meu pai e sua esposa, os pais da Solange, minha cunhada e o namorado, a mãe e a irmã dele e o marido dela. A árvore foi montada na tarde do dia 24 e ficou linda. Não podia faltar.
Mas foi o 3o reveillon seguido em Joinville. Está na hora de voltar a passar a virada na praia. Alguma sugestão?
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Eu empacotando...
Semana de férias. Quer dizer, de folga do trabalho. Mas tem sido uma semana de muito trabalho. Estou em casa empacotando tudo para a mudança.
Pretendemos mudar no próximo sábado. Será que vai dar?
E agora?
Uma bela e reconfortante dica de minha esposa amada: sem stress.
Pode ser que a chuva não permita a mudança. Mas tudo bem. Vamos continuar empacotando tudo e acertando os detalhes na casa nova.
Pretendemos mudar no próximo sábado. Será que vai dar?
PREVISÃO DO TEMPO - JOINVILLE - SC
Quinta-feira - Pancadas - 4mm
Sexta-feira - Tempo fechado e chuvoso - 27mm
Sábado - Chuva ao longo do dia - 40mm
Domingo - Tempo fechado e chuvoso - 41mm
E agora?
Uma bela e reconfortante dica de minha esposa amada: sem stress.
Pode ser que a chuva não permita a mudança. Mas tudo bem. Vamos continuar empacotando tudo e acertando os detalhes na casa nova.
domingo, novembro 28, 2010
Nós esperando. Ele chegando.
Foi com alguma dificuldade. Foi com muita vontade. Foi com muito amor. Eu e Solange demos o primeiro passo para sermos avôs. O quê? Sim, para ser avô é preciso primeiro ser pai. E estamos dando este primeiro passo.
Após 1 ano de expectativa, podemos dizer que vamos ter um filho. A Solange está grávida! Já está com 3 meses. Esperamos um pouco para contar esta notícia. Claro que não conseguimos segurar o segredo de nossa família e de alguns amigos.
Deixei de contar muitas coisas aqui: a expectativa, as tentativas, os exames, os resultados, o primeiro ultrassom, os preparativos. Vou ter que recuperar o tempo perdido e escrever bastante. E fazer isto também na reta final de um dos grandes projetos deste ano: a construção da casa. Vou tentar.
Após 1 ano de expectativa, podemos dizer que vamos ter um filho. A Solange está grávida! Já está com 3 meses. Esperamos um pouco para contar esta notícia. Claro que não conseguimos segurar o segredo de nossa família e de alguns amigos.
Deixei de contar muitas coisas aqui: a expectativa, as tentativas, os exames, os resultados, o primeiro ultrassom, os preparativos. Vou ter que recuperar o tempo perdido e escrever bastante. E fazer isto também na reta final de um dos grandes projetos deste ano: a construção da casa. Vou tentar.
sábado, novembro 20, 2010
Definindo o momento
Duas ótimas propagandas para definir este momento:
A primeira é mais antiga, do Itau Seguros - Ter um Filho.
A segunda é mais recente. Acho que era de celular, mas não localizei no Google, nem no YouTube. Será que ela existe?
Nesta propaganda, uma mulher descobre que está grávida e usa diversos meios de usar o celular para contar a novidade: torpedo, ligação, e-mail... Mas para falar para o marido, ela tem que falar ao vivo. E fala no ouvido dele: "Você vai ser pai!" É claro que o marido fica emocionado.
Alguém lembra que comercial é este?
Estes 2 comerciais definem o momento maravilhoso que estou passando!
A primeira é mais antiga, do Itau Seguros - Ter um Filho.
A segunda é mais recente. Acho que era de celular, mas não localizei no Google, nem no YouTube. Será que ela existe?
Nesta propaganda, uma mulher descobre que está grávida e usa diversos meios de usar o celular para contar a novidade: torpedo, ligação, e-mail... Mas para falar para o marido, ela tem que falar ao vivo. E fala no ouvido dele: "Você vai ser pai!" É claro que o marido fica emocionado.
Alguém lembra que comercial é este?
Estes 2 comerciais definem o momento maravilhoso que estou passando!
segunda-feira, novembro 08, 2010
Don't Touch...
... that dial, I'll be back soon! Lembro sempre desta vinheta em uma rádio, parafrasseando o filme "Exterminador do Futuro".
Pois é, estou sumido, mas voltarei em breve, muito breve. A construção da casa está tomando todo o tempo, energia e dinheiro. Mas está finalizando. E voltarei com novidades. Muitas e boas novidades...
Por enquanto, só posts curtos no Twitter - @crlima16. Por que crlima16? Bem, tem coisas que não tem explicação. Ou melhor, perguntem para o Terra. Foi assim que eles me chamaram.
Pois é, estou sumido, mas voltarei em breve, muito breve. A construção da casa está tomando todo o tempo, energia e dinheiro. Mas está finalizando. E voltarei com novidades. Muitas e boas novidades...
Por enquanto, só posts curtos no Twitter - @crlima16. Por que crlima16? Bem, tem coisas que não tem explicação. Ou melhor, perguntem para o Terra. Foi assim que eles me chamaram.
domingo, junho 20, 2010
South Africa'94 - Primeiras Semanas e Primeiro Passeio
Quando cheguei na África do Sul, Alastair ainda estava no Brasil. Ele seria um bom parceiro na minha estada lá, mas o começo foi somente com a companhia de Gaynor e Sewchand. Sim, chegar num lugar diferente é difícil. Senti saudades e lembro que na primeira semana, eu estava triste e pensando se tinha feito a coisa certa quando resolvi ir. Foi quando Gaynor me levou no cinema, com um amigo de Alastair. Fomos ver uma comédia e ri muito, testando meu inglês, afinal o filme não tinha legendas. Foi delicioso. Ri das piadas e quando levantei, virei para Gaynor e Wiseman e falei português. Claro que eles não entenderam, mas mostrava que eu estava realmente tranquilo...
E com pouco mais de uma semana, iniciei uma grande viagem pela África do Sul. O Rotary juntou vários intercambistas brasileiros e argentinos e organizou uma viagem para um Parque Nacional - o maior do país - o Kruger National Park.
Duas vans e éramos 12 intercambistas. Claro que ficou uma van com os brasileiros e outra com os argentinos. Antes de chegar ao Kruger, passamos por Joanesburgo e Pretoria. Os intercambistas foram divididos e eu fiquei com mais 2 brasileiros numa casa em Joanesburgo. Foi bom que fizemos alguns passeios -Carlton Panorama, um prédio alto onde pode se ter uma ótima visão de Joanesburgo, Gold Reef City, um parque de diversões que tem também uma mina desativada de diamantes e também a um teleférico na beira de um lago próximo a cidade.
Em Joanesburgo, também saímos um dia a noite. Fomos todos numa danceteria e que chamou minha atenção foi o aviso logo na entrada: "Leave your gun weapons here" - Deixe suas armas de fogo aqui. Será que com facas se podia entrar? Eu não tentei.
Em Pretoria, visita a museus para conhecer um pouco a história da África do Sul. As guerras da época da colonização, que envolveu ingleses contra holandeses. Em 1994, era isto que os museus mostravam. Provavelmente agora devem mostrar as histórias do Apartheid.
E finalmente chegamos no Kruger National Park. São diversos destes parques espalhados pelo país, mas o Kruger é o maior. Nestas reservas, os animais estão soltos. Apenas os acampamentos que ficam protegidos por telas. Você passeia durante o dia, torcendo para encontrar animais soltos no seu habitat natural. Claro que a procura maior é pelos 5 Grandes - os Big Five: Leão, Guepardo, Elefante, Rinoceronte e o Búfalo.
O grupo andava nas duas vans. Não se descia dos carros, mas também não tinha nenhuma segurança para se proteger dos animais. Mas não precisa. Eles estão soltos e por isso podem fugir. Tem seu alimento e não precisam atacar os humanos.
Nosso grupo viu muitos animais. A primeira girafa que vimos foi uma festa. Fotos e mais fotos. Mas olha lá outra girafa. E outra. E outra... O mesmo aconteceu com os knus, impalas, veados e tantos outros antílopes ou assemelhados. Queríamos ver os 5 grandes! Bem, não tivemos muita sorte. Vimos 1 leão, logo num início de dia. Ele estava parado na estrada. Deveria ter tido uma boa refeição a noite e estava descansando. Vimos 1 elefante, de longe. A região do parque que estávamos não era a região dos elefantes. Não vimos Guepardos nem Rinocerontes. Mas vimos muitos Búfalos. Gostei também dos Hipopótamos. Vimos muitos deles, rodando suas orelhinhas nos lagos e rios. Você sabe que os Hipopótamos são bichos perigosos? Dizem que eles matam sem razão. E o tamanho deles impõe respeito.
Mas será que não é mais fácil ir a um zoológico para ver todos estes animais, sem chance de não vê-los? Sim, é mais fácil, mas bem menos emocionante.
O passeio terminou em Durban. Iniciaram boas amizades entre os intercambistas, mas não mantenho contato hoje com nenhum deles. Naquela época, a internet e e-mails eram ainda experiências de laboratório de universidades. E isto também é assunto para outro post.
E com pouco mais de uma semana, iniciei uma grande viagem pela África do Sul. O Rotary juntou vários intercambistas brasileiros e argentinos e organizou uma viagem para um Parque Nacional - o maior do país - o Kruger National Park.
Duas vans e éramos 12 intercambistas. Claro que ficou uma van com os brasileiros e outra com os argentinos. Antes de chegar ao Kruger, passamos por Joanesburgo e Pretoria. Os intercambistas foram divididos e eu fiquei com mais 2 brasileiros numa casa em Joanesburgo. Foi bom que fizemos alguns passeios -Carlton Panorama, um prédio alto onde pode se ter uma ótima visão de Joanesburgo, Gold Reef City, um parque de diversões que tem também uma mina desativada de diamantes e também a um teleférico na beira de um lago próximo a cidade.
Em Joanesburgo, também saímos um dia a noite. Fomos todos numa danceteria e que chamou minha atenção foi o aviso logo na entrada: "Leave your gun weapons here" - Deixe suas armas de fogo aqui. Será que com facas se podia entrar? Eu não tentei.
Em Pretoria, visita a museus para conhecer um pouco a história da África do Sul. As guerras da época da colonização, que envolveu ingleses contra holandeses. Em 1994, era isto que os museus mostravam. Provavelmente agora devem mostrar as histórias do Apartheid.
E finalmente chegamos no Kruger National Park. São diversos destes parques espalhados pelo país, mas o Kruger é o maior. Nestas reservas, os animais estão soltos. Apenas os acampamentos que ficam protegidos por telas. Você passeia durante o dia, torcendo para encontrar animais soltos no seu habitat natural. Claro que a procura maior é pelos 5 Grandes - os Big Five: Leão, Guepardo, Elefante, Rinoceronte e o Búfalo.
O grupo andava nas duas vans. Não se descia dos carros, mas também não tinha nenhuma segurança para se proteger dos animais. Mas não precisa. Eles estão soltos e por isso podem fugir. Tem seu alimento e não precisam atacar os humanos.
Nosso grupo viu muitos animais. A primeira girafa que vimos foi uma festa. Fotos e mais fotos. Mas olha lá outra girafa. E outra. E outra... O mesmo aconteceu com os knus, impalas, veados e tantos outros antílopes ou assemelhados. Queríamos ver os 5 grandes! Bem, não tivemos muita sorte. Vimos 1 leão, logo num início de dia. Ele estava parado na estrada. Deveria ter tido uma boa refeição a noite e estava descansando. Vimos 1 elefante, de longe. A região do parque que estávamos não era a região dos elefantes. Não vimos Guepardos nem Rinocerontes. Mas vimos muitos Búfalos. Gostei também dos Hipopótamos. Vimos muitos deles, rodando suas orelhinhas nos lagos e rios. Você sabe que os Hipopótamos são bichos perigosos? Dizem que eles matam sem razão. E o tamanho deles impõe respeito.
Mas será que não é mais fácil ir a um zoológico para ver todos estes animais, sem chance de não vê-los? Sim, é mais fácil, mas bem menos emocionante.
O passeio terminou em Durban. Iniciaram boas amizades entre os intercambistas, mas não mantenho contato hoje com nenhum deles. Naquela época, a internet e e-mails eram ainda experiências de laboratório de universidades. E isto também é assunto para outro post.
segunda-feira, junho 14, 2010
Dia dos Namorados 2010 - SFS
Uma pausa na South Africa'94. Para falar do Valentine's Day 2010.
Dia dos namorados. Obra em andamento. Combinamos então de não trocarmos presentes. Mas resolvemos fazer um passeio.
Aproveitamos que ganhamos uma cortesia num hotel (com H), e resolvemos passar o Dia dos Namorados em São Francisco do Sul. Sim, São Chico. Vocês devem se perguntar: mas você vai pra lá todo dia? É, vou. Mas para trabalhar... Agora, fui para curtir.
Fomos para um bonito hotel, de frente para a Baía de Babitonga. Não fizemos questão de chegar cedo. Afinal, nada de stress neste dia. Almoçamos em Joinville e fomos então para São Chico. Descansamos um pouco e fomos passear.
É claro que a Solange adorou a ideia de passear no shopping. Mas acho que ficou um pouco decepcionada que não pode fazer compra nenhuma. Ainda bem...
Mas o ponto alto foi o jantar, no próprio Hotel. Nesta data, o jantar no Hotel foi um dos eventos top da cidade. E foi bem gostoso. Boa música, show de dança e boa diversão. E ainda estávamos numa mesa pé quente - todos ganhamos brindes. (Nós ganhamos um espumante espanhol - conseguem imaginar se gostamos?)
quarta-feira, junho 09, 2010
South Africa'94 - Família, comida, língua e cidade
No intercâmbio que participei, fica-se na casa da família da pessoa que veio ao seu país, ficar na sua casa. Então, o Alastair e Karen vieram ao Brasil em Nov/93 para passar também 10 semanas. Era para eu e a Tatiana - a outra garota brasileira - irmos na mesma época para África do Sul, mas acredito que devido as festas de final de ano, alteramos nossa ida para Janeiro.
Quem ficou na minha casa foi a Karen - uma garota loira, descendente de holandeses - que morava em Kokstad (acho que é isto), uma cidade menor e bem mais conservadora da África do Sul. Mas Karen não conseguiu aguentar as saudades de casa - devia ter outros problemas também - e pediu para voltar para casa apenas 1 semana depois da chegada no Brasil.
O Alastair ficou na casa da Tatiana, mas como Karen foi embora cedo, ele passou algum tempo em casa também. Viajou com minha família até SP para as festas de final de ano, onde visitamos o Ibirapuera, o MASP e a Av. Paulista.
Não lembro bem o porquê, mas eu fiquei na casa do Alastair em Durban e a Tatiana ficou na casa da Karen, em Kokstad.
Durban é uma cidade grande - considero que do tamanho de Curitiba - banhada pelo Oceano Índico. Fica no Estado de KwaZulu-Natal (antes era apenas Natal) e tem forte presença de indianos. Descobri hoje numa das diversas entrevistas que estão passando sobre a África que Mahatma Ghandi morou mais de 2 décadas lá.
Esta influência indiana afeta bastante a culinária local. A comida é apimentada e bem condimentada, principalmente com curry. Não sou muito fã nem de curry, nem de pimenta, mas suportei bem a alimentação. Claro que tive apoio de minha família local, que não carregava tanto nos condimentos enquanto eu estive lá.
Mas lembro de uma refeição onde comemos ovos mexidos com pimentas verdes inteiras. Desde modo, era fácil eu tirar os pedaços de pimenta e comer somente os ovos. Mas numa das garfadas, veio um pedaço de pimenta no garfo e resolvi experimentar. Ah, se arrependimento matasse... Naquela noite, tomei muita água e comi muita pastilha de hortelã, tentando "esfriar" minha língua!
Eu morei numa bonita casa na vizinhança de Shallcross - um bairro onde a população principal é descendente de indianos. Minha família lá era bem interessante - o patriarca Sewchand, de descendência indiana e sua esposa Gaynor, de descendência negra. Esta miscigenação não era comum antes do Apartheid e isto fez com que Sewchand e Gaynor tivessem que se separar. Ficaram algum tempo separados. Sewchand casou-se novamente e se separou. E os dois voltaram a se casar novamente.
Também moravam na casa 2 filhos deste 2o casamento de Sewchand.
Lembro de outra pessoa na casa, um irmão de Sewchand, mas que não recordo se ele morava lá ou não. Por ser uma pessoa de mais idade, eu tinha bastante dificuldade em entender o inglês dele. E para não ficar sempre perguntando "What?", eu usava a seguinte tática: se ele falava e esboçava um sorriso, eu sorria também; se ele falava e fazia uma cara séria, eu franzia a testa também.
A diarista que ajudava Gaynor nas tarefas pesadas era uma negra da tribo zulu - a mais populosa da África do Sul e de forte presença no estado de KwaZulu-Natal. Com ela, realmente a comunicação não funcionou. Ela não falava inglês, apenas o Zulu. Infelizmente, não aprendi muita coisa em Zulu, apenas a saudação de quando se encontra alguém: Sawbona. Acho que é assim que se escreve. E a resposta deveria ser: Yebo sawbona. Então, posso colocar no meu currículo que eu falo Zulu?
Falando em idiomas, a África do Sul tem hoje 11 línguas oficiais: Inglês, Africâner e outros 9 dialetos negros. Quando estive lá, somente o inglês e o africâner eram línguas oficiais. O africâner é bem parecido com o holândes - complicado e com palavras compridas. Infelizmente, não aprendi nada do africâner - entendia apenas os termos principais das placas de sinalização porque estavam normalmente em Africâner e em Inglês.
A cidade onde Tatiana ficou parte do intercâmbio falava mais o africâner e ela sofreu um pouco com isto, tendo pedido e conseguido passar o final do intercâmbio em Durban.
Está sendo divertido e saudosista escrever sobre estas lembranças. Espero que estejam gostando também.
Quem ficou na minha casa foi a Karen - uma garota loira, descendente de holandeses - que morava em Kokstad (acho que é isto), uma cidade menor e bem mais conservadora da África do Sul. Mas Karen não conseguiu aguentar as saudades de casa - devia ter outros problemas também - e pediu para voltar para casa apenas 1 semana depois da chegada no Brasil.
O Alastair ficou na casa da Tatiana, mas como Karen foi embora cedo, ele passou algum tempo em casa também. Viajou com minha família até SP para as festas de final de ano, onde visitamos o Ibirapuera, o MASP e a Av. Paulista.
Não lembro bem o porquê, mas eu fiquei na casa do Alastair em Durban e a Tatiana ficou na casa da Karen, em Kokstad.
Durban é uma cidade grande - considero que do tamanho de Curitiba - banhada pelo Oceano Índico. Fica no Estado de KwaZulu-Natal (antes era apenas Natal) e tem forte presença de indianos. Descobri hoje numa das diversas entrevistas que estão passando sobre a África que Mahatma Ghandi morou mais de 2 décadas lá.
Esta influência indiana afeta bastante a culinária local. A comida é apimentada e bem condimentada, principalmente com curry. Não sou muito fã nem de curry, nem de pimenta, mas suportei bem a alimentação. Claro que tive apoio de minha família local, que não carregava tanto nos condimentos enquanto eu estive lá.
Mas lembro de uma refeição onde comemos ovos mexidos com pimentas verdes inteiras. Desde modo, era fácil eu tirar os pedaços de pimenta e comer somente os ovos. Mas numa das garfadas, veio um pedaço de pimenta no garfo e resolvi experimentar. Ah, se arrependimento matasse... Naquela noite, tomei muita água e comi muita pastilha de hortelã, tentando "esfriar" minha língua!
Eu morei numa bonita casa na vizinhança de Shallcross - um bairro onde a população principal é descendente de indianos. Minha família lá era bem interessante - o patriarca Sewchand, de descendência indiana e sua esposa Gaynor, de descendência negra. Esta miscigenação não era comum antes do Apartheid e isto fez com que Sewchand e Gaynor tivessem que se separar. Ficaram algum tempo separados. Sewchand casou-se novamente e se separou. E os dois voltaram a se casar novamente.
Também moravam na casa 2 filhos deste 2o casamento de Sewchand.
Lembro de outra pessoa na casa, um irmão de Sewchand, mas que não recordo se ele morava lá ou não. Por ser uma pessoa de mais idade, eu tinha bastante dificuldade em entender o inglês dele. E para não ficar sempre perguntando "What?", eu usava a seguinte tática: se ele falava e esboçava um sorriso, eu sorria também; se ele falava e fazia uma cara séria, eu franzia a testa também.
A diarista que ajudava Gaynor nas tarefas pesadas era uma negra da tribo zulu - a mais populosa da África do Sul e de forte presença no estado de KwaZulu-Natal. Com ela, realmente a comunicação não funcionou. Ela não falava inglês, apenas o Zulu. Infelizmente, não aprendi muita coisa em Zulu, apenas a saudação de quando se encontra alguém: Sawbona. Acho que é assim que se escreve. E a resposta deveria ser: Yebo sawbona. Então, posso colocar no meu currículo que eu falo Zulu?
Falando em idiomas, a África do Sul tem hoje 11 línguas oficiais: Inglês, Africâner e outros 9 dialetos negros. Quando estive lá, somente o inglês e o africâner eram línguas oficiais. O africâner é bem parecido com o holândes - complicado e com palavras compridas. Infelizmente, não aprendi nada do africâner - entendia apenas os termos principais das placas de sinalização porque estavam normalmente em Africâner e em Inglês.
A cidade onde Tatiana ficou parte do intercâmbio falava mais o africâner e ela sofreu um pouco com isto, tendo pedido e conseguido passar o final do intercâmbio em Durban.
Está sendo divertido e saudosista escrever sobre estas lembranças. Espero que estejam gostando também.
segunda-feira, junho 07, 2010
South Africa'94 - Como fui parar lá
Se dessem a opção para um jovem de 18 anos escolher para onde ir, nos idos de 1994, com certeza ele não escolheria a África do Sul. Terra desconhecida, terra de segregação. Mas não foi assim que aconteceu... Não tive opções.
Eu tinha tido intenção de fazer intercâmbio alguns anos antes, meados de 1992. Talvez fosse num momento de decepção adolescente, provavelmente amorosa, onde eu queria ir para o mais longe possível. Eu queria ir para a Austrália. Até cheguei a preencher os formulários, mas desisti.
Menos de 2 anos depois, meu pai, que é rotariano, apareceu com a possibilidade de um intercâmbio de curta duração para a África do Sul. Eu já estava na faculdade. Tinha completado 18 anos a pouco. E o prazo para resposta era curto - o dia seguinte. Com tão pouco prazo, decidi ir. E fiz a escolha certa.
Viajei no dia 10 de janeiro e fiquei na África do Sul até o dia 18 de março - 10 semanas - 2 meses e meio. Como era um intercâmbio, fiquei na casa de uma família sul-africana. E o filho deles tinha vindo para o Brasil, também por 10 semanas. Mas ele chegou antes e pude conhecê-lo. O nome dele era Alastair. Como ele veio antes, também voltou antes e passamos bons momentos juntos.
Lembro que foram minhas primeiras milhas Smiles acumuladas. E foram logo muitas milhas. O vôo era SP - Joanesburgo e depois uma conexão para Durban - onde passei a maior parte do tempo.
Na mesma época, outra intercambista brasileira também viajou comigo. Também de Florianópolis. O nome dela é Tatiana Rotolo. Hoje, não tenho mais o contato com ela. Ela era um pouco mais nova e tenho certeza que as impressões dela sobre o país e a experiência do intercâmbio foram diferentes, o que é normal - afinal somos seres humanos e únicos.
Eu já falava inglês, mas foi neste intercâmbio que o desenvolvi bem.
Em 1994, eu já estava entrando no 2o. ano da faculdade. As decepções adolescentes que me fizeram procurar o intercâmbio em 1992 já tinham passado e a medida que chegava a hora da viagem, com mais incertezas sobre minha decisão eu ficava. Era época de Natal, de Ano Novo e isso também afetava. As últimas noites em Floripa foram angustiantes. A despedida de meu pai, quando sai de Floripa de ônibus para SP foi difícil. A despedida de minha mãe no aeroporto de SP foi mais fácil - ali, não tinha mais volta.
E fui. E não me arrependo. Com certeza, este intercâmbio mudou minha vida. E é um dos pilares que fazem eu estar onde estou hoje. Como? Por que? Sigam e cobrem - que continuarei contando esta aventura.
Eu tinha tido intenção de fazer intercâmbio alguns anos antes, meados de 1992. Talvez fosse num momento de decepção adolescente, provavelmente amorosa, onde eu queria ir para o mais longe possível. Eu queria ir para a Austrália. Até cheguei a preencher os formulários, mas desisti.
Menos de 2 anos depois, meu pai, que é rotariano, apareceu com a possibilidade de um intercâmbio de curta duração para a África do Sul. Eu já estava na faculdade. Tinha completado 18 anos a pouco. E o prazo para resposta era curto - o dia seguinte. Com tão pouco prazo, decidi ir. E fiz a escolha certa.
Viajei no dia 10 de janeiro e fiquei na África do Sul até o dia 18 de março - 10 semanas - 2 meses e meio. Como era um intercâmbio, fiquei na casa de uma família sul-africana. E o filho deles tinha vindo para o Brasil, também por 10 semanas. Mas ele chegou antes e pude conhecê-lo. O nome dele era Alastair. Como ele veio antes, também voltou antes e passamos bons momentos juntos.
Lembro que foram minhas primeiras milhas Smiles acumuladas. E foram logo muitas milhas. O vôo era SP - Joanesburgo e depois uma conexão para Durban - onde passei a maior parte do tempo.
Na mesma época, outra intercambista brasileira também viajou comigo. Também de Florianópolis. O nome dela é Tatiana Rotolo. Hoje, não tenho mais o contato com ela. Ela era um pouco mais nova e tenho certeza que as impressões dela sobre o país e a experiência do intercâmbio foram diferentes, o que é normal - afinal somos seres humanos e únicos.
Eu já falava inglês, mas foi neste intercâmbio que o desenvolvi bem.
Em 1994, eu já estava entrando no 2o. ano da faculdade. As decepções adolescentes que me fizeram procurar o intercâmbio em 1992 já tinham passado e a medida que chegava a hora da viagem, com mais incertezas sobre minha decisão eu ficava. Era época de Natal, de Ano Novo e isso também afetava. As últimas noites em Floripa foram angustiantes. A despedida de meu pai, quando sai de Floripa de ônibus para SP foi difícil. A despedida de minha mãe no aeroporto de SP foi mais fácil - ali, não tinha mais volta.
E fui. E não me arrependo. Com certeza, este intercâmbio mudou minha vida. E é um dos pilares que fazem eu estar onde estou hoje. Como? Por que? Sigam e cobrem - que continuarei contando esta aventura.
domingo, junho 06, 2010
South Africa '94
Ei, será que tem algo errado neste título? Não, não tem...
Fazem 16 anos que estive na África do Sul - este mesmo país que esta semana começa a sediar a Copa do Mundo de 2010 e que estará no centro das atenções mundial.
Eu lembro que quando a FIFA selecionou a África do Sul como anfritriã para esta Copa, eu pensei e sonhei em revisitar este país, reencontrar os amigos que deixei por lá, rever as belas paisagens deste país tão parecido com o Brasil. Mas, infelizmente, não estou realizando este sonho. Mas as lembranças que este evento trazem são muito boas. Tentarei mostrar algumas delas aqui durante este próximo mês.
Foi em janeiro de 1994 que estive lá. Passei 10 semanas num intercâmbio cultural patrocinado pelo Rotary Club. Na época, nem me liguei que 1994 foi o ano do fim do Apartheid. Eu, branco, indo para morar numa casa de sul-africanos descendentes de indianos, numa vizinhança - Shallcross - onde predominavam estes descendentes. Uma explicação: no estado de Natal, onde fica a cidade de Durban, onde passei parte desta 10 semanas, existem muitos descendentes de indianos que foram para a África do Sul trabalhar na cultura da cana de açúcar. E com o Apartheid, eles também tinham os locais onde podiam ir, onde podiam morar. Em 1994, mesmo com o fim daquele regime de segregação, as pessoas ainda moravam separadas - não por imposição de lei, mas por continuarem morando onde já estavam.
Será que no Brasil também não temos esta espécie de Apartheid?
A Copa fez que eu retomasse o contato por e-mail com meus anfitriões na África do Sul. Um amigo de minha tia está lá na África do Sul para a Copa e deve encontrá-lo. Ele tem um blog para contar suas aventuras por lá. Está sendo muito legal ler as impressões dele.
E a overdose de Copa na TV nesta época, reforçam as minhas impressões e lembranças também: espero poder contar sobre o que senti da infra-estrutura deste país, das viagens que fiz por lá e como este intercâmbio mudou minha vida. Uma bela experiência. Que venha o pontapé inicial!
Fazem 16 anos que estive na África do Sul - este mesmo país que esta semana começa a sediar a Copa do Mundo de 2010 e que estará no centro das atenções mundial.
Eu lembro que quando a FIFA selecionou a África do Sul como anfritriã para esta Copa, eu pensei e sonhei em revisitar este país, reencontrar os amigos que deixei por lá, rever as belas paisagens deste país tão parecido com o Brasil. Mas, infelizmente, não estou realizando este sonho. Mas as lembranças que este evento trazem são muito boas. Tentarei mostrar algumas delas aqui durante este próximo mês.
Foi em janeiro de 1994 que estive lá. Passei 10 semanas num intercâmbio cultural patrocinado pelo Rotary Club. Na época, nem me liguei que 1994 foi o ano do fim do Apartheid. Eu, branco, indo para morar numa casa de sul-africanos descendentes de indianos, numa vizinhança - Shallcross - onde predominavam estes descendentes. Uma explicação: no estado de Natal, onde fica a cidade de Durban, onde passei parte desta 10 semanas, existem muitos descendentes de indianos que foram para a África do Sul trabalhar na cultura da cana de açúcar. E com o Apartheid, eles também tinham os locais onde podiam ir, onde podiam morar. Em 1994, mesmo com o fim daquele regime de segregação, as pessoas ainda moravam separadas - não por imposição de lei, mas por continuarem morando onde já estavam.
Será que no Brasil também não temos esta espécie de Apartheid?
A Copa fez que eu retomasse o contato por e-mail com meus anfitriões na África do Sul. Um amigo de minha tia está lá na África do Sul para a Copa e deve encontrá-lo. Ele tem um blog para contar suas aventuras por lá. Está sendo muito legal ler as impressões dele.
E a overdose de Copa na TV nesta época, reforçam as minhas impressões e lembranças também: espero poder contar sobre o que senti da infra-estrutura deste país, das viagens que fiz por lá e como este intercâmbio mudou minha vida. Uma bela experiência. Que venha o pontapé inicial!
Muitas visitas
2 finais de semana e duas visitas seguidas.
No final de semana passado, meu pai e sua esposa estiveram por aqui para nos visitar. Foi uma visita rápida. Chegaram no sábado a noite, quando comemos fondue de queijo e ficaram até o domingo depois do almoço, quando comemos entrevero de pinhão. Querem esta receita? Já deixei por aqui até com foto.
Neste final de semana prolongado pelo feriado de Corpus Christi, a casa ficou ainda mais cheia. Minha mãe e minha tia já estavam com visita marcada. Vieram de carro e minha irmã resolveu vir junto para ajudá-las na viagem. E o Caio aproveitou a carona. Resumindo: mãe, tia, irmã e sobrinho de uma vez só.
Chegaram na madrugada de 5a. feira e foram recebidos com pão de queijo e vinho. Só fomos dormir às 3hs da manhã e no outro dia, o Caio já estava acordado às 7hs. Visitamos a obra e o Caio encontrou uma pedra com o formato do pé dele. Guardamos esta pedra para a eternidade.
O Caio adorou os animais de estimação. Queria fazer carinho em todos, mas a Jujuba - por ser uma gata - se mostrou mais arisca. Ele se divertiu podendo pegar o Café no colo e colocar ao lado dele no sofá.
Infelizmente, faltaram fotos. Espero que minha irmã envie as que ela bateu com o celular.
Fernanda e Caio pegaram o avião de volta no sábado pela manhã e minha mãe e minha tia se despediram à tarde, com destino a Floripa.
A casa ficou cheia de vida nestes dias e foi muito bom. Quem disse que o inverno tem que ser frio? O que não faltou foi calor humano.
No final de semana passado, meu pai e sua esposa estiveram por aqui para nos visitar. Foi uma visita rápida. Chegaram no sábado a noite, quando comemos fondue de queijo e ficaram até o domingo depois do almoço, quando comemos entrevero de pinhão. Querem esta receita? Já deixei por aqui até com foto.
Neste final de semana prolongado pelo feriado de Corpus Christi, a casa ficou ainda mais cheia. Minha mãe e minha tia já estavam com visita marcada. Vieram de carro e minha irmã resolveu vir junto para ajudá-las na viagem. E o Caio aproveitou a carona. Resumindo: mãe, tia, irmã e sobrinho de uma vez só.
Chegaram na madrugada de 5a. feira e foram recebidos com pão de queijo e vinho. Só fomos dormir às 3hs da manhã e no outro dia, o Caio já estava acordado às 7hs. Visitamos a obra e o Caio encontrou uma pedra com o formato do pé dele. Guardamos esta pedra para a eternidade.
O Caio adorou os animais de estimação. Queria fazer carinho em todos, mas a Jujuba - por ser uma gata - se mostrou mais arisca. Ele se divertiu podendo pegar o Café no colo e colocar ao lado dele no sofá.
Infelizmente, faltaram fotos. Espero que minha irmã envie as que ela bateu com o celular.
Fernanda e Caio pegaram o avião de volta no sábado pela manhã e minha mãe e minha tia se despediram à tarde, com destino a Floripa.
A casa ficou cheia de vida nestes dias e foi muito bom. Quem disse que o inverno tem que ser frio? O que não faltou foi calor humano.
quarta-feira, maio 19, 2010
Últimas Peças
terça-feira, maio 11, 2010
Quem bate? É o frio...
Alguém já ouviu falar do veranico de Maio? Neste ano, ele parece que não vai aparecer. Pelo contrário - foi o frio que chegou. E com aquela chuvinha fina, vento e uma sensação ainda mais gelada.
Lembrei até da propaganda das Pernambucanas... Vocês lembram? Só não sabia que o comercial com este jingle tinha começado em 1962...
Com o frio, já puxei mais cobertores para a cama. E o Pinhão e o Café já buscaram seus casacos. Querem ver?
Lembrei até da propaganda das Pernambucanas... Vocês lembram? Só não sabia que o comercial com este jingle tinha começado em 1962...
Com o frio, já puxei mais cobertores para a cama. E o Pinhão e o Café já buscaram seus casacos. Querem ver?
Essa posse para câmera bebendo água foi sensacional! Ah, o Café já passou das 700 gramas de quando chegou para quase 2 quilos. Está sendo bem alimentado. E se preparando para o inverno!
quarta-feira, abril 21, 2010
Que tal o Café?
Era para ser uma surpresa para mim, mas a Solange não conseguiu segurar. Com a ajuda da Luciana, ela precisou falar a novidade: teríamos mais um morador na casa. Calma, ainda não é um pimpolho, é só mais um cachorrinho. Desta vez, um Daschshund - o popular linguicinha. Mesmo antes dele chegar, ficamos escolhendo o nome. É um macho e como os outros bichinhos já tem nome de comida - Pinhão e Jujuba - este também teria que ter. A Solange pensou em Pirão, mas seria muito parecido com Pinhão. Eu pensei em Nescau, mas ele é pretinho... Ficou então Café.
O Café chegou em casa ontem. Está com quase 1 mês, mas como já está com dentinhos, a mãe dele já não deixa mais mamar. Nasceu junto com outros 4 irmãos. Ainda é bem pequeno e bem parecido com o Pinhão quando chegou.
O da foto da esquerda é o Café. O da foto da direita é o Pinhão nos seus primeiros dias.
Pinhão e Jujuba ainda estão estranhando o novo morador. O Café até quer se aproximar do Pinhão, mas o Pinhão olha desconfiado e vai para longe. Espero que este ciúme acabe logo.
A Jujuba - a gata - só olha, também desconfiada. E já deu um jeito de roubar um pouco da comida do Café.
Sempre gostei dos Dauschshunds. O Júlio, meu vizinho em Floripa, teve dois. São divertidos e companheiros, mas barulhentos. Esta raça foi imortalizada pelas propagandas da Cofap. Vocês lembram?
Vendo o Café tão pequeno, que percebo o quanto o Pinhão e a Jujuba já cresceram. E olha que o Pinhão era do tamanho do Café, quando chegou. Ao lado, uma fotos em que aparecem os três. Ainda não consegui com que todos fizessem posse juntos.
Então, gostaram do Café?
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28 fevereiro 2010